Não é

[Maria Júlia Figueiredo, 21 anos, mulher, branca, cis; estudante de serviço social; administradora do projeto e responsável pelo núcleo de design]

|Texto revisado por Ana Lua|


Os pensamentos mudam, os sentimentos mudam e eu também! A ressignificação e tato para novas compreensões se dão aqui, a partir desse ponto.


O que achava que entendia, não é mais o que foi.

Surgia como momentos sutis,

Calma e tempo para observar.

Observar o que cerca ou expor o que já está aqui.

Era tempo de respirar.

Parada, estática e ciente!

Eu estava presente,

Mas com o tempo se modificou,

de arte e expressão passou para afazeres,

Compromissos, pendências e desejos.

Mais uma tarefa se foi e agora só quero ter esse tempo

Quero respirar como se não tivesse algo atrasado,

Roubando meu tempo e calma

Quero apenas existir,

É isso o que quero agora

não quero pensar, cobrar, fazer

quero ficar parada, quieta,

me deixa!

Quero voltar a sentir essa calma,

a ouvir meus sentimentos e transcrevê-los,

tirar daqui.

Quero ter tempo para perceber!

Como pode ver, a leveza me era esse tempo de percepção e presença,

a rotina foi-me roubando esses momentos.

E há necessidade de regressar aos banhos calmos,

olhar pela janela e sentir o vento.

Isso é importante agora!

Com o que me resta na memória, busco leveza para mudar e transformar a minha confusão em respiro.



Com esse respiro desejo que não perca da memória! Não esqueça do que te faz leve e, se isso mudar, compreenda que faz parte da inconstância desse tempo, espaço e corpo. Sujeito de mudanças, mas com reflexos do que era, foi e ainda será. Lembre!


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