O Curinga para quem está por trás dele - parte 1

[Lara Goulart, 20 anos; administradora e redatora chefe do Projeto, responsável do núcleo de Mídia; estudante de Psicologia]


Prazer, sou Lara e eu pari o Projeto Curinga.

E agora estou aqui para te contar um pouquinho sobre essa gestação. Posso?!


O Curinga me foi emprestado, primeiro, por uma obra de Jostein Gaarder (O Dia do Curinga), mas a verdade é que esse personagem me acompanha, com seus diferentes nomes e rostos, nas trajetórias pessoal, artística e de trabalho e me aparece vindo de lugares muito diversos.


Esse Curinga, o nosso, é um mosaico que começou na minha mente como colagem de suas diversas aparições para mim. Mas suas peças, personalidades e até seus significados se (re)construíram, mudaram e evoluíram com cada par de olhos, ouvidos ou mãos as quais ele tocou ao longo do caminho. E o mosaico cresceu, tomou vida própria, nasceu.

Acredito muito que a coletividade é quem faz a divindade e, verdadeiramente, só acompanhada da força, da paciência e dos cuidados dos outros corações comprometidos com a minha loucura, pude parir esse Projeto. Juntas, e só assim, pudemos colocar esse projeto no mundo.


Como Afrodite, nosso Curinga também nasceu de uma ideia. E gosto de acreditar que, de alguma forma, também possa ser um símbolo de amor.

É isso, o Curinga é símbolo. Uma só imagem que se desdobra em significados diversos. Ele também é uma só imagem dentre várias de algo muito maior do que ele. Algo disforme e, no entanto, sensível, algo profundo e comum a muites. Algo como uma sensação de não compreensão, como a solidão de uma multidão cega e surda à nossa existência… Algo como sentir-se curinga, sem naipe ou sequência, deslocade no baralho.

Acontece que o Curinga é também símbolo de poder. Atento aos detalhes, segue seu próprio caminho e desperta a si mesmo e a quem toca. E talvez todes nós tenhamos um pouquinho (ou muito) dessa figura.


É assim que gosto de pensar nesse meu pequeno-gigante companheiro e nesse espaço: como acolhedores, diversos, inspiradores. É assim que espero que eles cheguem do outro lado dessas palavras. É assim que são para mim.

E eu estou inteirinha aqui. Respiro, vivo e movimento esse Curinga. O sou e o vejo ser todos os outros seres que me ultrapassam. Essa figura nasceu soprando vida a si própria e, de certa forma, a mim também. Minha função aqui é carregá-la como a mim mesma pelos caminhos e penhascos desse Mundo.


Para mim, estar aqui realizando cada passo e vivendo cada etapa dessa ideia maluca da jovem sonhadora que já fui é gratificante. E estar na companhia de todes que caminham comigo é uma honra. E receber cada novo Curinga que por aqui passa (e às vezes fica) é mágico. É tudo mágico nesse processo.

No final, o parto desse Projeto partiu de mim, mas segue sendo um esforço conjunto. Ele segue renascendo. Segue sendo de si próprio tanto quanto é nosso, como faz sentido que seja.

A mágica é essa: se você quiser, é seu. É nosso.


Sinto que disse tudo. Obrigada por estar aqui, espero que leve de nós algo bom.


Com amor, | Um chêro,

Lara | Curinga

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