O Curinga para quem está por trás dele - parte 3

[Ana Luisa Anunciação, 20 anos; administradora do Projeto, responsável do núcleo de Revisão, membro do núcleo de redação; estudante de direito]


“Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade”.

Resolvi começar me apresentando com essa frase porque, além de ter sido retirada de uma música do Legião Urbana, parte muito importante da minha vida, ela também vem me guiando há algum tempo. Entenda-se aqui a insanidade não como o estereótipo apresentado em filmes que retrata pessoas completamente fora de si, muitas vezes como perigosas para elas próprias ou outres. Não, creio que devemos ressignificar essa palavra, pois o que é o inverso dela, a sanidade, nos tempos atuais? Acredito que todes temos um pouquinho de insanidade dentro de nós e é esse instinto, essa conexão com a natureza mais profunda e pura, esse pedacinho do subconsciente que não atende a nada nem ninguém, que nos dá a capacidade de nos mantermos sãos em tempos tão inconstantes. E é desse equilíbrio combinado com insanidade que eu emerjo, com todos os defeitos e qualidades que devem ser amados por mim mesma. E dessa mesma mente tão louca é que vem o anseio e garra para amar tanto um projeto tão lindo quanto é o Curinga. Eu amei o Curinga desde sua primeira confissão para comigo, quando sua querida mãe, Lara, o desenhou nos cantos da minha mente com tanto entusiasmo e carinho que eu não tive outra opção a não ser me apaixonar.


Isso que estamos construindo aqui, eu e vocês, é muito mais do que pode parecer à primeira vista. É profundo e cheio de significados diversos para cada um/a que passa por aqui, é fogo que acende dentro da alma frente a um real propósito de espalhar o bem e o acolhimento a todes que estejam dispostes a recebê-los. Aqui todes são bem vindes e vocês podem ter certeza de que não serão julgades, apontades ou diminuídes momento algum. Estamos aqui para agregar em coletivo.

Termino meu relato com outra frase de uma música do Legião Urbana: “(...) não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido, aprendi a viver um dia de cada vez”. A vida é sobre isso, muitas vezes nos sentimos perdides por não sabermos claramente para onde estamos indo, o que são duas coisas muito diferentes. Todes sentem-se assim em algum momento, podem ter certeza disso, mas é vivendo um dia de cada vez, preferencialmente rodeade de pessoas que te aceitem e te acompanhem nessa jornada, que nós um dia chegamos lá, seja onde for.


Muito prazer, sou a cada dia uma nova Ana Luisa.


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