O dia em que não fui minha amiga

[Isabel Mariano Nunes, 20 anos]


Às vezes fico horrorizada com o quão violenta posso ser comigo mesma: com palavras, pensamento, e agora, com esse poema...


Paralisei nesses últimos tempos.

Tempos ríspidos,

Em que minha essência saiu do corpo

E me vi completamente nua


Questiono como posso despir-me de mim mesma.

Dona de minha própria carne,

Que apodrece

A

Cada

Dia


Mas aqui estou!

Vendo em detalhes todos meus defeitos,

Pecados

Caos


O tempo para,

Perco o ar

Não aguento morrer de pouco em pouco

Cada vez mais

E aí, o que sentiu lendo esse poema? Alguma vez foi violento com si próprio? Conte-me o que achou sobre isso tudo...


6 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Serena