Paralisada

[Maria Júlia Figueiredo, 20 anos, mulher, branca, cis, hétero; estudante de serviço social; administradora do projeto e responsável pelo núcleo de design]



Nesse momento me sinto estagnada, não há batimentos, nem sinapses, não há calma. Há pressa, dor e desespero.


Violento o momento que paro para me analisar,


Não só a mim,


Todos,


Em todos os lugares!


Dor


Dor por tentar ser, pensar e expressar


Cuidado!


Cuidado com que expressa, fala, solta


Soltar o que me aperta, fere, sangra


No meio do meu singular e da minha dor me senti egoísta


Egoísta por me preocupar, como estou?


Mas como todo mundo está?


Em traças, fiapos, cacos


Só estamos ou esperamos estar.


Ciclos de ferimento,


Cura, Cura,


Ferimento,


Estanca,


se cobre,


se tampa.


Cala,


sufoca,


reprime.


SHHHHH.....

se abstém.



Nesse ponto sentir é inevitável, mas remoer o que me devasta por dentro poderia ser anestésico - meus sentidos enganam - constante em cada ponta, finca, ferida. Em retalhos me pergunto, sou só eu?


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