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Reflexos

[Victória Secco Pizzirani, 20 anos, feminino, estudante de Arquitetura e Urbanismo, voluntária do Projeto, @vick_pizzirani]

|Texto revisado por Bianca e Gabi Martins|


A espera é amargurante. Esperar que o outro faça seu papel, que nós façamos o nosso, ou ainda que descubramos qual é esse papel, é angustiante. Logo, a dúvida e a ansiedade tomam conta do nosso ser e chegamos a um lugar escuro e assustador, totalmente perdidos.

Ânsia, estômago embrulhado, cansaço, escuridão. Essa é minha saúde.


Cansada de esperar dos outros. Não estou dizendo de esperar muito, mas sim que estou cansada de esperar que os outros executem o papel que eles mesmos assumiram. Por exemplo, um professor assume um papel de quem ensina, por isso recebe essa nomenclatura e reconhecimento como professor. Em casos que seu papel não é exercido, não recebe tamanho reconhecimento.


Isso me causa ansiedade, me leva a desacreditar de todas as formas de relacionar até hoje. Questiono a minha desenvoltura em cada relação que tive, se agi de maneira correta ou recebi da maneira que devia. E essa é minha escuridão.


Bom, como resultado disso, meu estômago responde. Ele se embrulha, a ânsia vem e apenas evapora. Assim, meu corpo responde fisiologicamente ao quadro em que minha saúde mental se encontra: abalada.


Diálogo é o que falta, compreensão também. A via do dizer e ouvir é de mão dupla, mas os carros só passam do meu lado da pista até que chegam a um trânsito infernal, a um congestionamento de idéias e pensamentos que sufocam e se tornam incompreendidos. Os quais pesam, cansam e tornam tudo mais escuro.


Agora, a ânsia não é em desacreditar dos outros mas em desacreditar de mim. O cansaço vem de buscar compreender: “qual é meu papel?”.

E aí curingas, como anda a saúde de vocês? O corpo de vocês também responde a saúde mental em que se encontram? O que pensam sobre ter esperança?


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