Tempos Calmos

[Isabel Mariano Nunes, 20 anos]

|Texto revisado por Bianca|



Fiz esse texto num momento em que minha mente finalmente me deu um descanso. Saudades desse sentimento!


Acho que me acostumei tanto com a bagunça que a ansiedade causou em mim, que confesso estar desconhecendo esses tempos amenos. É compreensível, já que não sei estimar quando isso tudo começou, o cansaço de uma mente que simplesmente não para. Perdi as contas das noites que relembrei traumas, me frustrei com o que seria daqui cinco minutos ou cinco anos. É, dá pra entender tamanha estranheza diante desse mar de paz que navego hoje...


Dentre muitas conversas com minha terapeuta, comentei que vejo meus anos vividos como uma grande pintura borrada. Não sei bem interpretar tudo o que aconteceu. Por acaso contei que ando tranquila?


Começo a entender o porquê dessa mudança tão drástica. Nesses tempos modernos, tive que viver muito comigo, e quando digo viver, é viver mesmo. Eu frequentei alguns lugares, amizades, amores. Mas dessa vez não tive escapatória, fui obrigada a viver comigo e descobri que mal me conhecia. Foi constrangedor ver tantas faces minhas, algumas não tão fáceis de conviver.


Creio que posso ser piegas agora e dizer que sou minha amiga ou algo parecido. Mas a certeza é: são tempos calmos ultimamente. Aquele borrão em forma de quadro está nitidamente exposto em minha frente. Acho que, de certa forma, virei a artista da minha própria vida... segurei o pincel e hoje pinto calmamente o que experiencio.




E aíi, o que achou? Em momentos turbulentos gosto de me lembrar que tem como melhorar e que, sim, existe calma nessa tempestade que chamo de vida. E você? Já se sentiu assim?

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